Reabilitação

Reabilitação anima mercado das janelas eficientes

Sob o lema “Mais Reabilitação. Mais Janelas Eficientes. Mais Conforto”, a ANFAJE promoveu, no âmbito da Tektónica – Feira Internacional da Construção e Obras Públicas, o seu terceiro encontro nacional. Este evento decorreu num contexto económico em que o mercado de imobiliário “continua a dar sinais de forte retoma e crescimento”, possibilitando, deste modo, novas oportunidades de negócio às empresas que operam neste setor.

Segundo a ANFAJE, as oportunidades de negócio advêm do “crescimento da reabilitação urbana e da retoma do setor imobiliário” ao qual não está alheio o aumento da procura do turismo no país e uma maior procura de habitações para arrendamento urbano.

Em declarações à Edifícios e Energia, o presidente da ANFAJE, João Ferreira Gomes, refere que a escolha do lema para este encontro teve como subjacente o debate em torno da “temática e o desafio da reabilitação urbana em termos de eficiência em Portugal” e relacionar com a necessidade de “substituir janelas antigas por janelas mais eficientes” e com isso “termos mais conforto”.

Casa Eficiente incentiva novas oportunidades de negócio

Anunciado pelo governo no âmbito do Plano Nacional de Reformas, o programa Casa Eficiente consiste num mecanismo de apoio financeiro, com vista a disponibilizar uma “linha de crédito” com “condições vantajosas”, para a realização de obras de reabilitação e melhoria do desempenho ambiental de casas e edifícios.

João Ferreira Gomes destaca a importância deste programa de reabilitação como “uma estratégia de desenvolvimento económico para Portugal”, contando com uma dotação de cerca de 200 milhões de euros, para obras de reabilitação residenciais. Para o responsável da ANFAJE, este apoio financeiro é favorável às empresas do setor das janelas e fachadas, uma vez que, há cada vez mais “empresas a retomarem negócios que não tinham, nos últimos quatro a cinco anos, em que tiveram uma quebra e uma redução forte da sua atividade”.

José Mendes, secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, anunciou recentemente que o Casa Eficiente será lançado oficialmente no “final do primeiro semestre”, prevendo-se, em breve, a disponibilização de 100 milhões de euros por parte do Banco Europeu de Investimento. Por sua vez, a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) está encarregue de encontrar os intermediários financeiros que garantam a comparticipação de outros 100 milhões de euros, totalizando, assim, os 200 milhões previstos pela iniciativa.

“O desenho do programa aponta para um prazo de cerca de dois meses entre a apresentação da candidatura e a celebração do contrato de empréstimo”, de acordo com a CPCI. Importante assinalar que, segundo dados fornecidos pela ADENE, cerca de 60% dos edifícios em Portugal com certificados energéticos estão “classificados como C ou D mais de 85% dos edifícios habitacionais construídos antes de 1991 estão na classe energética C ou inferior”.

Formação, um elemento chave para o sector

O encontro permitiu ainda apresentar o curso de pós-graduação em “Engenharia de Fachadas”. Considerando que a fachada representa “um dos elementos mais complexos dos edifícios” o curso visa uma abordagem multidisciplinar proporcionando aos estudantes “a aquisição de um conjunto de conhecimentos teóricos e práticos” de diversos domínios relacionados com a conceção das fachadas dos edifícios.

A formação ministrada pela Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, e que estreou no presente ano, conta como entidades parceiras, entre outras, a ANFAJE, o Laboratório Nacional de Engenharia Civil e a European Facade Network (EFN).

A apresentação esteve a cargo de Daniel Aelenei, sendo que o curso prevê abordar tópicos como energia e conforto, proteção e manutenção de fachadas, sustentabilidade, materiais tecnologia e inovação. No âmbito deste curso, está pensado, no dia 30 de junho, o primeiro workshop dedicado à temática de Engenharia de Fachadas um evento a cargo da FCT. A segunda edição desta ação de formação terá início em janeiro de 2018.

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